quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O novo Selecionador Nacional


A escolha de Fernando Santos parece óbvia, em virtude da sua vasta experiência no futebol português  granjeada ao serviço, nomeadamente, dos três ditos "grandes" (Benfica, FCP e Sporting) e no futebol grego ao serviço da seleção helénica com resultados meritórios ("quartos" do Euro 2012 e "oitavos" do Mundial 2014). Esperemos que a capacidade de comunicação de Fernando Santos e, sobretudo, a sua  capacidade de gerar consensos traga alguma paz necessária à "nau" portuguesa tendo em conta que os últimos tempos têm sido, e não só futebolisticamente, tempestuosos...  Que o "Engenheiro", como é conhecido nos meandros do futebol, saiba fazer face a esta "empreitada" de monta que é a de colocar onze bons jogadores a jogar como uma verdadeira equipa em representação das Quinas, é o meu voto como será, creio, o da esmagadora maioria dos apoiantes da Equipa de Todos Nós. Quanto a Paulo Bento sai da Seleção vergado à sua teimosia que o levou a tomar algumas opções discutíveis do ponto de vista técnico e a, eventualmente, alguma falta de "boa" imprensa. 
Mas como dizem por aí the show must go on...

Primárias Socialistas


Seguindo uma sequência temporal acerca dos tópicos aqui abordados, devo dizer que as primárias no Partido Socialista vêm sendo marcadas por uma crescente crispação entre os candidatos, o que não abona nada em favor de um esclarecimento cabal das suas propostas políticas perante os eleitores incumbidos de escolher o próximo "candidato socialista a primeiro-ministro", com a devida ressalva de não existirem, no sentido do termo, verdadeiros candidatos a primeiro-ministro, sendo essa uma degenerescência do nosso sistema político explicável pelo sistema eleitoral de lista fechada que redunda numa completa subalternização dos candidatos a deputados em detrimento do líder do partido concorrente, na prática visto como um verdadeiro "candidato a primeiro-ministro", figura essa, volto a salientar, sem cabimento constitucional em Portugal. Voltando ao ponto inicial parece ficar clara a tentativa de António Costa, neste último debate, de apresentar uma pose de Estado em contraste com o estilo de challenger de Seguro, sempre mais agressivo e provocador do que Costa, contrariando um pouco a lógica, visto que o desafiador é o atual presidente da câmara municipal de Lisboa, o que se explica pelo facto daquele ser o verdadeiro underdog e partir em desvantagem em todos os estudos de opinião publicados até à data. Para mim António Costa ainda é o frontrunner embora só no dia 28 após o voto soberano dos militantes e simpatizantes socialistas possamos saber quem, afinal, se apresentará às próximas eleições legislativas como "candidato a primeiro-ministro" pelo PS.

Better together!


Como o título sugere a campanha do Não saiu vitoriosa, pelo menos por agora, pelo que o Reino continua Unido e Cameron suspira de alívio por continuar no cargo de primeiro-ministro, ao menos até 2015, não lhe ficando colado o epíteto do chefe de Governo que perdeu a Escócia. Ao que parece foi o, quanto a mim brilhante, discurso de Gordon Brown a um dia da votação, imagine-se, a desequilibrar a balança definitivamente a favor dos unionistas e a deixar no ar um possível regresso de Brown à política, desta feita como First Minister da Escócia uma vez que Alex Salmond irá abandonar a liderança do "seu" Scotland National Party (SNP) ainda antes do final do ano e Nicola Sturgeon, a sua presumível substituta à frente do partido e do Governo, ainda terá que dar provas da sua capacidade política. All and all e tudo parece, por agora, ir bem em terras de Sua Majestade uma vez que a Union Flag subsiste, como se diria na Velha Albion, at least in the time being... Aguardemos então o desenvolvimento dos próximos capítulos no que diz respeito ao devo-max (devolução máxima) ou, como alguns eufemisticamente já lhe chamam, independência mínima prometida pelos principais partidos políticos britânicos aos escoceses na recta final da campanha.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Intróito


Entro no Universo (porque é dessa escala que se trata) dos blogues como entrei neste Mundo: inocente e tacteando para absorver todas as sensações num "Mundo Novo" aberto a todas as descobertas possíveis e imaginárias. 

O nome escolhido prende-se com a influência que a Palavra, a Comunicação, a Voz, a Escrita de cada um de nós pode ter como contraponto ao Leviatã Estatal (especificamente, no que toca ao Poder Legislativo, Executivo e Judicial). 
No seu sentido mais restrito o Quarto Poder (porventura, nos nossos dias, mais numa acepção de contrapoder) é, grosso modo, associado à Comunicação Social e aos media tendo uma função paralela ao Poder Moderador, formulação da autoria de Benjamin Constant que o situava, aliás, acima dos outros poderes do Estado. Outrora o Poder Moderador já teve designação constitucional expressa entre nós (vide Carta Constitucional de 1826) e consta, ainda que difusamente, da Constituição de 1976, necessariamente como uma prerrogativa do Presidente da República. Espero que a minha voz, juntamente com a de outros cidadãos, forme uma unidade compacta qual molho de ramos que separado é frágil mas unido é inquebrantável. 

Após este breve intróito passarei a discorrer sobre as temáticas mais variadas que compõem o panorama actual, com possibilidade de revisitações históricas aqui e ali porque, como alguém disse e bem, a História é cíclica, o problema é que no mais das vezes não vemos o círculo a fechar sobre nós...